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Videntes contemporâneos: Jeane Dixon e outras visionárias do século XX

Współcześni jasnowidze – Jeane Dixon i inne wizjonerki XX wieku

Videntes e visionários não são apenas personagens de crônicas antigas. Também no século XX surgiram pessoas que afirmavam ser capazes de enxergar o futuro e alertar sobre acontecimentos que estavam por vir. Como — segundo os seus relatos — obtinham uma visão daquilo que ainda iria acontecer? Algumas das profecias atribuídas a elas foram consideradas certeiras; outras não se cumpriram. Eis as histórias das duas videntes contemporâneas mais lembradas.

Jeane Dixon – a visionária de Washington

Uma das visionárias mais famosas do século XX foi a americana Jeane Dixon. Ela afirmava conhecer os acontecimentos futuros de várias maneiras: por telepatia, revelações, meditação e sonhos proféticos. A fama nos Estados Unidos e no mundo inteiro lhe veio sobretudo com a profecia sobre o assassinato do presidente John F. Kennedy.

A visão na Catedral de São Mateus

Segundo ela contava, em 1952, aos 34 anos, como católica praticante, entrou na Catedral de São Mateus, em Washington. De repente teve uma visão: viu a Casa Branca e, acima dela, os algarismos 1-9-6-0. Viu também um homem jovem e alto, de olhos azuis e cabelos castanhos e fartos. Uma voz suave lhe anunciou que aquele jovem democrata se tornaria presidente em 1960 e depois morreria assassinado.

Onze anos depois, John F. Kennedy — democrata eleito presidente em 1960 — foi morto em Dallas, e suas cerimônias fúnebres foram realizadas justamente na Catedral de São Mateus.

Um dom anunciado

Segundo a biografia de Jeane Dixon, seus dons extraordinários foram anunciados já na infância. Quando tinha oito anos, ela foi com a mãe a uma cartomante. Esta, depois de examinar as mãos da menina, disse que nunca tinha visto linhas como aquelas — e previu que a criança ficaria famosa no mundo inteiro, pois havia recebido o dom de prever as transformações do mundo. Desde a juventude, Dixon se interessava por astrologia e pela adivinhação com a bola de cristal.

Acertos e erros

Atribuem-se a Jeane Dixon muitas profecias que teriam se cumprido. Segundo seus seguidores, ela anunciou a Winston Churchill a derrota nas eleições após o fim da Segunda Guerra Mundial, previu a divisão da Índia (teria até indicado a data exata), a morte de Marilyn Monroe e o lançamento, pela URSS, do primeiro satélite artificial — o Sputnik 1.

Suas visões também teriam se referido à morte de Martin Luther King. Muito antes da marcha de seus seguidores sobre Washington, Dixon afirmava que o pastor não chegaria à capital, porque morreria baleado, e que a próxima vítima seria Robert Kennedy. Os dois foram assassinados em 1968.

Dixon, porém, também cometeu erros espetaculares — previu, por exemplo, que a China provocaria uma guerra mundial em 1958. Explicava que, nesses casos, recebia os símbolos corretos, mas os interpretava mal. Os céticos observam que costumamos lembrar os acertos e logo esquecemos as previsões que falharam — o fenômeno chegou a ser chamado de “efeito Jeane Dixon”.

Revelação ou telepatia?

A própria Dixon dividia suas profecias em dois grupos: as recebidas por revelação e as obtidas por telepatia. As revelações lhe aconteciam muito raramente e — segundo ela — diziam respeito a acontecimentos cujo curso nada poderia mudar. Já as visões telepáticas mostravam um futuro que ainda podia ser evitado. Para ela, a morte do presidente Kennedy era inevitável, mas a tragédia de seu irmão poderia ter sido evitada.

Elizabeth Stegn e a profecia para São Francisco

Outra vidente contemporânea a quem se atribuem profecias certeiras foi Elizabeth Stegn. Segundo os relatos, ela previu antes a morte de Martin Luther King e uma enchente na sua cidade natal, na Holanda. Em 1964, teve uma visão da destruição de São Francisco por um terremoto. A catástrofe não aconteceu — mas, como conta a história, no dia para o qual ela a anunciara, quem morreu foi a própria vidente.

Como explicar a vidência?

O fenômeno da vidência desperta controvérsias há muito tempo. Alguns pesquisadores da parapsicologia levantam a hipótese de que, enquanto a memória alcança apenas o passado, alguma parte do nosso pensamento poderia funcionar fora da ordem habitual do tempo. Os céticos, por sua vez, lembram que muitas profecias “cumpridas” só são ajustadas aos acontecimentos depois do fato. As histórias de Jeane Dixon e de Elizabeth Stegn continuam sendo um exemplo fascinante de como as pessoas desejam intensamente conhecer o futuro.

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